Envio o link de artigo publicado nesta segunda-feira, 7/5, na revista Technology Review, do MIT, sobre por que os editores odeiam os aplicativos.

Cerca de dois anos após a euforia da indústria jornalística com o lançamento do iPad, muitos editores colheram uma péssima experiência com este tipo de negócio. O que poderia ser um retorno a cobrança da publicação por parte da mídia tradicional, refletiu-se em baixa lucratividade – principalmente pela cobrança dos 30% da Apple sobre a venda de exemplares por meio do iTunes Store.

Outra razão, está no alto custo para o desenvolvimento de um aplicativo, que não utiliza linguagens de programação tradicionais, como o HTML e o CSS. A própria TechReview desistiu do aplicativo e tentará uma solução com o HTML5. Segue o link do artigo.

Mario García divulgou esta semana em seu blog alguns resultados preliminares da mais recente pesquisa Poynter Eyetrack, que pretende verificar como os usuários lêem as notícias em tablets. Os testes com usuários ainda se encontram em andamento.

A primeira descoberta da pesquisa trata sobre o instinto dos usuários de iPad em navegar horizontalmente por páginas e galerias de imagens, independente se receberam o tablet na orientação retrato ou paisagem.

Os usuários que receberam o iPad no modo paisagem deslizaram as páginas de forma horizontal em 93% das vezes; àqueles que receberam o tablet no modo retrado, também deslizaram horizontalmente em 82% das vezes.

Os testes estão sendo realizados no laboratório da Poynter, na Flórida, e em breve, também na Dinamarca. Mais informações podem ser acompanhadas por meio do The Mario Blog.

Apesar do iPad ter atraído o mercado editorial para distribuição de revistas em tablet, estas mesmas publicações estiveram até então pouco interessadas em saltar para os smartphones que, apesar de ser pouco amigáveis para um tipo de conteúdo mais complexificado, atinge público muito maior.

Para se chegar ao iPhone, a Bloomberg Businessweek+ decidiu lançar o aplicativo para o celular da Apple com o mesmo conteúdo da revista no tablet, porém numa versão reduzida. No aplicativo é possível ler artigos, vídeos, entrevistas em áudio e outros conteúdos.

O aplicativo para iPhone atualiza com a mesma frequência da Banca do iPad, com conteúdo idêntico e a possibilidade de atualização regular diária de notícias. Vamos aguardar para ver se a ideia dará certo (com informações da Nielman Lab).

Será lançado na China esta semana, durante o Shenzhen Electronics Fair, o Charbax, um tablet de 7″, com tela capacitiva, câmera e a versão atualizada do Android 4.0. O aparelho será vendido por 399 yuan, o equivalente a 63 dólares. O Charbax utiliza o processador Boxchip A10, de 1.2GHz e 400MHz para gráficos.

A editora britânica Future Publishing anunciou o lançamento de uma revista iPad com a finalidade de atuar como uma “segunda tela” para o computador. A primeira edição de How to Draw & Paint pretende trazer um tutorial para o uso do Photoshop em arte digital, utilizando a interatividade do tablet.

A Future Publishing possui mais de 70 títulos na Banca do sistema operacional móvel da Apple. Segundo o editor-chefe de produtos para tablets da editora Mike Goldsmith, a inclusão dos aplicativos dentro da Banca resultou em seis milhões de downloads nas primeiras seis semanas.

Uma pesquisa publicada pelo Pew Research afirma que norte-americanos preferem ler e-books mais em computadores do que em smartphones e tablets. O estudo consultou 3.000 entrevistados e cerca de um quinto deles (21%) já leu alguma vez um livro eletrônico em 2011. Em números: 42% leram em computadores, 29% em smartphones e 23% em tablets.

Segundo a pesquisa, aqueles que acessaram e-books leram mais livros do que àqueles que não possui o hábito: o leitor médio de e-books leu 24 livros no ano passado, contra 15 dos que não acessaram este tipo de arquivo.

Mais informações sobre a pesquisa, além do relatório completo, no site da Pew.

Vídeo de Steven Johnson, dublado em português. Dica de Thiago Falcão.

Está disponível o PDF com as comunicações do XIII Congreso de Periodismo Digital, que ocorre até hoje na cidade de Huesca, na Espanha. É possível baixar por meio deste link. O evento é organizado pela Associación de Periodistas de Aragón e pelo Ayuntamiento de Huesca.

Agora no final da barra lateral, introduzimos uma pequena caixa integrada ao Google Tradutor para traduzir a página em outros idiomas. Está disponível em alemão, espanhol, francês e inglês.

 

Revista cultural estabelecida na história do design gráfico brasileiro. Com o projeto gráfico concebido por Carlos Scliar (1920-2001), em parceria com outro artista gráfico, Glauco Rodrigues, desenvolveram verdadeiras obras de arte nas capas da publicação, desenvolvendo desde pinceladas a soluções essencialmente tipográficas.

Os três primeiros anos – de 1959 a 1961 – representaram a fase áurea da Senhor, quando esteve à frente o jornalista Nahum Sirotsky. Neste período, a revista atraiu nomes como Clarice Lispector e João Guimarães Rosa. Além de lançar Paulo Francis e o cartunista Jaguar.

A publicação teve vida curta: durou até 1964. Mas o suficiente para Scliar e Rodrigues deixarem sua marca no design editorial.

Bibliografia
MELO, C. H.; RAMOS, E. (orgs.). Linha do tempo do design gráfico no Brasil.  São Paulo: Cosac Naify, 2011.

Capa da Edição nº 1 (1959), de Carlos Scliar, 23 x 31,5 cm

 

Capa da Edição nº 7 (1959), de Carlos Scliar, 23 x 32 cm

 

Capa da Edição nº 37 (1962), por Glauco Rodrigues, 23 x 32 cm

Além de lançar aplicativos para cada uma de suas revistas no tablets, a Editora Abril lançou oficialmente esta semana o iba, a banca virtual que pretende não só disponibilizar revistas, mas também jornais e livros digitais.

É uma proposta semelhante aos aplicativos como os espanhóis Kiosko y Más e Orbyt, e o francês Le Kiosque; porém com um catálogo de cerca de 6.000 títulos de livros (em ePUB e PDF), de 170 editoras parceiras, como Companhia das Letras, Record, Zahar e Larousse.

Entre os jornais, é possível ler no aplicativo as versões da Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Valor Econômico, Lance e alguns títulos regionais.

As revistas seguem a mesma versão encontrada também nos aplicativos desenvolvidos pela Abril para os tablets. Segundo a editora, o iba é uma saída para os editores das amarras da taxa cobrada pela Apple em sua loja, considerando cobrar a taxa de forma mais acessível e proporcional ao produto disponibilizado.

Curiosidade: o nome iba, ou ibá, significa em tupi-guarani, fruto ou frutífera. Por enquanto, é possível baixar o aplicativo para PC e iPad. Em breve, tablets com Android e Macs também podem ter acesso a loja virtual.

Mark Porter é um conceituado designer editorial inglês responsável por dois projetos gráficos importantes no jornalismo europeu: a reformulação gráfica do jornal Público, de Portugal, que completou 22 anos; e a interface exclusiva para tablets do The Guardian. Ambos foram pensados nas mudanças ocorridas a partir da chegada dos veículos aos dispositivos móveis.

A interface do The Guardian iPad, repleta de grandes blocos coloridos, lembra a mesma ideia do “Metro”, utilizado agora pela Microsoft no Windows 8. Vale a pena conhecer mais sobre cada projeto.

É possível também baixar gratuitamente a edição do Público desta segunda-feira, com a nova reformulação.

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