Este é o último post da série sobre classificação tipográfica. Vamos abordar a presente no livro da educadora norte-americana e curadora de design contemporâneo na Cooper-Hewitt National Design Museum (Nova Iorque) Ellen Lupton. O livro Pensar com Tipos, que ganhou uma versão brasileira traduzida por André Stolarski e editada pela Cosac & Naify, tornou-se uma das referências, junto com o livro de Bringhurst, sobre tipografia.
Pensar com Tipos
Ellen Lupton
Cosac & Naify, 2006
A classificação de Lupton é menos complexa que a adotada por Niemeyer e, pessoalmente, é a mais aceitável. O livro apresenta sete tipos: humanistas, transicionais, modernas, egípicias, sem serifas humanistas, sem serifas transicionais e sem serifas geométricas. Segundo a autora, as fontes humanistas são initimamente conectadas à caligrafia a ao movimento da mão, as transicionais e modernas são mais abstratas e menos orgânicas. Grosseiramente, nas palavras da autora, estes três grupos correspondem respectivamente aos períodos renascentista, barroco e iluminista na arte e literatura. Em séculos seguintes – XX e XXI – os designers acabam criando novos tipos baseados em características históricas.
Hoje encerramos os posts sobre classificação. Nos posts anteriores, abordamos também as classificações de Lucy Niemeyer e de Robert Bringhurst, ambos com suas próprias formas de tipologia.

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