Pela própria complexidade científica e pela característica artística, a tipografia é uma das áreas do design mais interessantes. Em projetos gráficos voltados para o editorial, tais como catálogos, revistas, jornais, livros, a tipografia constitui como elemento fundamental. Atualmente, existem muitos sistemas de classificação tipográfica em uso. Estas classificações são difundidas de autor para autor e quase nunca se chega a um consenso em suas nomeclaturas. Talvez pela razão da ciência tipográfica – e aqui não a artística – seja ainda muito recente. Quero através deste post apresentar alguns classificações que podemos encontrar em alguns livros disponíveis no Brasil.

Elementos do estilo tipográfico
Robert Brighurst, trad. André Stolaski
Cosac Naify, 2005

Esta é uma classificação interessante. Brighurst procura valorizar o desenvolvimento da tipografia através dos tempos e do avanço tecnológico. Para o autor, os diversos sistemas de classificação tipográfica deixam muito a desejar, pois são limitados aos determinar principais características e que não funcionam nem pra valorizar a tipografia como ciência e nem como arte. Para o Bringhurst (2005, p. 135):

Descrições e classificacões tipográficas rigorosamente científicas são certamente possíveis, e pesquisas importantes vêm sendo feitas nesse campo há vários anos. Assim como o estudo científico de plantas e animais, a ciência ainda jovem da tipologia tipográfica envolve medição precisa, análise minuciosa e o uso cuidadoso de termos técnicos descritivos.

Obedecendo a uma sinopse histórica, Bringhurst classifica desta maneira:

tipografia

No próximo post, as classificações de Lucy Niemeyer, em seu Tipografia: uma apresentação.