O assunto mereceu destaque na capa do jornal espanhol Público do dia 8 de fevereiro, menção no Caderno de Tipografia 15 e um post no blog valenciano Cuatrotipos. Todos trouxeram destaque para uma série de ícones do sistema Isotype (Internacional System of TYpographic Picture Education), criados nas décadas de 1920 e 1930 pelo designer Gerd Arntz (1900-1988), de inclinação ativista e comprometido com as causas sociais da época.

Os ícones foram inicialmente idealizados pelo filósofo progressista vienense Otto Neurath (1882-1945), que pretendia criar um método para difundir informação de maneira universal, superando qual barreira transposta pelo idioma. Os ícones deveriam ser reconhecidos facilmente por qualquer cultura.

Para o filósofo, para conseguir a emancipação do proletariado, era preciso que todos pudessem ter o conhecimento do mundo ao redor através da linguagem gráfica e do uso intensivo dos mapas e tabelas estatísticas. Com este ideal, Arntz produziu este conjunto de pictogramas de fácil reconhecimento e impressão para promover a ‘democratização’ do conhecimento.

Para a Isotype, transmitir a informação eficazmente, de maneira inteligível para todos, é dar poder ao povo, para que possa ser verdadeiramente livre ao decidir.

Arntz produzindo um dos seus pictogramas para a Isotype

Desde o início da produção dos pictogramas, Gerd Arntz desenhou mais de 4.000 símbolos referindo-se a elementos da indústria, demografia, política e economia. Visite o site oficial onde é possível ver os pictogramas produzidos por Arntz.