Neste primeiro post, no qual pretendo destacar o trabalho de capistas brasileiros de livro (ou não), gostaria de tratar sobre as capas feitas para uma coleção de livros de Lygia Faguntes Telles (1923-). Algumas obras desta conhecida escritora paulistana foram relançadas pela editora Companhia das Letras e o trabalho de criação das novas capas é da pintora, gravadora e ilustradora Beatriz Milhares (1960-).

Beatriz formou-se em Comunicação Social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, em 1981, um ano depois em que decide ingressar na artes plásticas, quando entra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Também frequentou universidades norte-americanas, além de expor seus trabalhos no exterior. A cor é um dos elementos primordiais de seu trabalho, assim como a abstração geométrica, que lembra flores, arabescos e quadrados.

A Companhia das Letras publicou alguns de seus trabalhos, que também consistem em colagens e pinturas, para ilustrar os livros de Lygia Fagunde Telles. O projeto gráfico é do estúdio warrakloureiro, da dupla Cláudia Warrak e Raul Loureiro (com informações do blog sobrecapas).

Ciranda de pedra
Detalhe de Tonga II (1994), acrílica sobre tela, 160 x 160 cm. Coleção particular.

As horas nuas
Detalhe de O Beijo (1995), acrílica sobre tela, 192 x 300 cm. Coleção Benedikt Taschen

Seminário dos ratos
Detalhe de Conversa (2000), acrílica sobre tela, 150 x 248 cm. Coleção particular.

A noite mais escrura e mais eu
Detalhe de O Diamante (2002), acrílica sobre tela, 250 x 381 cm. Coleção particular.

As estruturas da bolha de sabão
Detalhe de Sabor Cereja (2006), colagem, 169 x 144,5 cm. Coleção particular.

Durante aquele estranho chá
Detalhe de Figo (2006), xilogravura e serigrafia, 175 x 120 cm. Coleção Durham Press.