12/07/2010 | Design Editorial, Revistas
Case de revista: Renergy Brasil
Este mês, saiu a primeira edição da revista Renergy Brasil, uma publicação semestral, editada no Ceará, que pretende levar o conceito de sustentabilidade e energias renováveis para o mercado editorial brasileiro. A revista, editada pela jornalista Ana Naddaf, teve o bilhante projeto gráfico do também jornalista e designer editorial Gil Dicelli, também editor de arte do jornal O Povo, de Fortaleza (CE).
A primeira edição da Renergy Brasil saiu com 10 mil exemplares, sendo 9 mil de distribuição gratuita para empresas especializadas em meio-ambiente e mil exemplares a venda nas bancas, por 10 reais.
A produção gráfica da revista contou com parceria da Estalo! Comunicação + Design, fotografias de Chris Jordan e ilustração de JuliaoJR, da Coletivo Base.
Cores
O projeto gráfico reproduz o conceito editorial da revista, valorizando o branco com muito contragrafismo. Outras três cores (azul, 90, 60, 30, 10; verde, 60, 40, 100, 20; verde claro, 30, 50, 100, 0) também procuram destacar alguns elementos, assim como ajudar a classificar o tripé de assuntos abordados na revista, além do cinza, que limita alguns espaços de texto. Com 92 páginas, a Renergy Brasil saiu no formato 192 x 250 mm e impresso na gráfica Santa Marta, de João Pessoa (PB).
Tipografia
Os títulos e destaques da revista utilizaram a Stag, uma família de fontes criadas pelo tipógrafo Christian Schwartz para a revista Esquire, em 2005. A Stag foi inspirada em uma gama de tipografias serifadas produzidas por fundições francesas e alemãs, entre 1900 e 1940. As fontes possuíam uma grande altura-x, com ascendentes e descentes muito curtas, além do espaçamento apertado, característico do olhar compacto moderno. A gama de variações da tipografia foi se desenvolvendo a medida que o tipógrafo ia recebendo novas solicitações e necessidades, a exemplo da versão pontilhada, desenvolvida entre 2006 e 2008, para o jornal Las Vegas Weekly.
Já nos textos, foi utilizada a Whitman, uma tipografia desenhada por Kent Lew, em 2002, para a fundição digital Font Bureau. A inspiração veio dos trabalhos de W.A. Dwiggins e Eric Gill, com acabamento clássico e espartano, e mostrando ao mesmo tempo os conceitos de simplicidade e refinamento.
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