A revista fome de quê? [fmq?] nasceu da vontade de alunos do curso de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. Inicialmente, a ideia, incitada por um dos professores, era de um programa de televisão. Mesmo com a dificuldade técnica e pelos escassos equipamentos, foi possível produzir um piloto e mostrar na TV Itararé, afiliada da Rede Cultura em Campina Grande (PB).
Conforme conta o Diretor de Criação e Arte da revista, Franz Lima, o programa foi aprovado pela diretoria da emissora, porém o trabalho e o alto custo da produção impossibilitou o andamento do projeto, que voltou para a gaveta. “Nós, pobres alunos universitários, não tínhamos como bancar as despesas. Nem se todos deixassem de sair nos finais de semana”, afirma Lima.
Após dois anos, quando Franz trabalhava em uma agência de publicidade, encontrou com Emmanuela Melo, atual Diretora de Produção e Mídia da fmq?, que deu a ideia de produzir uma revista a partir do piloto para TV. Franz Lima aproveitou a oportunidade de ter conseguido uma excelente produtora e chamou um grupo de amigos para idealizar a fome de quê?, cuja primeira edição saiu em outubro de 2009. Do grupo se formou a Maquinarama Coletivo Criativo.
A revista, em formato A4, é distribuída gratuitamente na Paraíba e em Pernambuco. São impressos 2 mil exemplares, além da visualização online por meio do Issuu. A pretensão é de disponibilizar futuramente a revista impressa em todo o Nordeste.
Redação
Nas três edições da revista, já passaram aproximadamente 60 colaboradores. Por ser também um coletivo, uma equipe de pelo menos cinco pessoas, conhecidas pelos membros como “pitaqueiros”, dedicam-se exclusivamente na produção da revista fmq?
São eles: Franz Lima (Diretor de Criação e Arte), Emmanuela Melo (Diretora de Produção e Mídia), Jocélio Oliveira (Editor de Jornalismo), Iramaya Rocha (Direção de Fotografia) e Diana Reis (Assessora de Comunicação). Ainda existe também a equipe que colabora deste a primeira edição: a jornalista Lígia Coeli, o sociólogo Alexandre Lima, o comunicólogo e Diretor de Marketing Aluízio Guimarães, o cineasta e Diretor de Arte e Mídia Ely Marques e a artista plástica Yara Freund.
Projeto gráfico
O projeto é de autoria do próprio Franz Lima, que tinha dois objetivos: promover um equilíbrio entre as informações textuais e visuais (texto e imagem com o mesmo grau de relevância) e adaptar a linguagem da internet ao impresso.
Para o último objetivo, o designer propôs inserir nas bordas laterais de cada página referências a conteúdos online, de aúdio ou vídeo, referentes a matéria impressa.
Tinha uma preocupação com o tamanho da fonte, para não tornar a leitura cansativa. Sabia que a fonte serifada facilitaria a leitura, mas não combinaria com o visual ‘moderno’ que queríamos. E também queríamos mexer com os sentidos. Por isso o papel é diferente, tem um cheirinho esquisintinho, mas peculiar. Não tem brilho (pra evitar o reflexo sobre as páginas). E uma série de pequenos detalhes que levaríamos horas falando.
Franz Lima
A revista está no formato A4 e é impressa em papel sulfit 50g/m² na capa e o miolo em sulfit 120g/m².
Tipografia
O projeto gráfico da fome de quê? utiliza de tipografias gratuitas, mas que nada perdem da qualidade das fontes comerciais. Os títulos são em ChunkFive, uma tipografia ultrabold serifada criada pelo designer Meredith Mendel e distribuída pela The League of Moveable Type [A Liga dos Tipos Móveis]. A fonte foi inspirada nos cartazes do Velho-Oeste Americano, assim como xilogravuras e manchetes de jornais de tempos idos. A velha tipografia ganhou alguns ajustes que ajudaram a dar um toque de contemporaneidade. A ChunkFive possui versões block, bold, display e slab-serif, utilizada na revista. A League distribui outras fontes legais e que podem ser utilizadas sem problema num projeto gráfico de qualidade, sem ter de precisar recorrer ao preço caro das fontes comerciais.
Nos textos, a opção foi pela SegoeUI, padrão dos computadores que rodam o sistema operacional Windows. A Segoe se assemelha a Frutiger, licenciada pela Linotype, o que causou diversos problemas entre a fundição alemã e a Microsoft. Originalmente, a Segoe foi criada em 2004 pelo tipógrafo Steve Matteson, da Monotype. Foi desenhada para os novos produtos da Microsoft, o Windows Vista e, posteiormente, utilizado também no Windows Seven.
Algumas páginas










3 comments
Franz says:
jul 18, 2010
Não poderia ter traduzido melhor!
Abraços!
Diana Reis says:
jul 23, 2010
Perfeito o recorte sobre a revista!
Parabéns pelo trabalho!
bjs
michel henrique rocha da costa says:
out 5, 2010
Parabens a todos que participar desse projeto pioneiro na cidada de Campina grande.