O Vale é um jornal renovado. Renasceu em 4 de abril deste ano, após uma reformulação gráfica-editorial promovido em parceria com a Cases i Associats, de Barcelona. Na verdade, o título acumula uma história de quase sessenta anos (fundado em 1952), quando ainda se chamava Vale Paraibano, que agora se tornou revista.
Trata-se de um dos maiores diários do interior de São Paulo, com distribuição nos 40 municípios do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, com tiragem média de 20 mil exemplares.
Na frente da editoria de arte está o designer e fotógrafo Flávio Forner, que também foi responsável pela reformulação gráfica e criou capas excelentes para o caderno de cultura Vale Viver (hoje Viver&), o qual destaco neste post. As capas são de projetos anteriores, de 2006 e 2009 e estão divulgadas na página pessoal do designer e na comunidade do ning NPD/SND, onde também é possível visualizar as fotografias.
Direção de arte
Forner é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Vale do Paraíba, em 1998, e desde então trabalha como designer. Cursou design virtual e digital pelo Istituto Europeo di Design – IED/Brasil. Acumula uma experiência profissional de cinco anos na Agência Estado, onde desenvolveu o projeto gráfico do portal Estadão.com.br, do Estadão e do JT na internet, e na RadiumSystems, como responsável pelo conceito gráfico da rede social de negócios Peabirus.
Mais sobre o projeto
O projeto gráfico deixou o visual de O Vale mais limpo, com poucos adornos e com diversas entradas para deixar a leitura mais agradável e ágil. O tamanho das fontes também foi ampliado para facilitar esta leitura.
Atualmente, o jornal trabalha com a Moderno FB nos títulos. A tipografia foi desenvolvida pela Font Bureau, em 1995, para a revista Esquire e o jornal mexicano Reforma. Em 1996, o tipógrafo Richard Lipton desenvolveu novos estilos para o jornal El Norte. No ano seguinte, foi a vez de Roger Black que apresentou pesos novos a serem utilizados no periódico Tages Anzeiger.
Em títulos para o caderno de esportes e de variedades está sendo utilizada a Amplitude, também desenvolvida pela Font Bureau, em 2003. A tipografia foi desenvolvida pelo tipógrafo Christian Schwartz especificamente para ser utiliza em publicações, devido a sua legibilidade ideal para tais condições. Nos textos, está sendo utilizada a Century, uma tipografia clássica produzida em 1906 para a ATF pelo tipógrafo Morris Fuller Benton. Tabelas e placares de esportes utilizam a Maus. O software utilizado para diagramação é o Hermes, desenvolvido pela Atex, um dos mais utilizados pelas empresas jornalísticas.
Fechamento
Diariamente, o editor-chefe realiza uma reunião às 15h para definir as prioridades e pautas mais importantes para a edição. Cada editor fecha diariamente suas pautas no próprio sistema e é responsável pela equipe de repórtes, que também escrevem diretamente no sistema as suas páginas. Por meio do Hermes, o editor consegue visualizar em tempo real as páginas que faltam e o que já está pronto para impressão. O sistema deu uma agilidar para realizar este processo, que antes era lento.
Antes o sistema era mais lento e não usávamos o Hermes. Atualmente esse processo ficou mais rápido e intuitivo, o que faz sobrar mais tempo para o repórter apurar a matéria com mais profundidade. Melhorou muito o conteúdo do jornal.
Flávio Forner, editor de arte de O Vale
A editor de arte, mais especificamente, trabalha com um conceito diferente. Muitos trabalhos, como de infografia, ilustração e caricaturas, são subcontratados. Forner é responsável pela padronização do desenho e pela escolha dos profissionais. O editor de arte também desenvolveu o projeto visual do portal O Vale, atualizado pelo sistema Polopoly, também da Atex.
Algumas páginas (2006/2009)







