Prosseguindo a série sobre as mais variadas classificações tipográficas existentes, vamos agora abordar a existente no livro da designer e professora da ESDI-UERJ, Lucy Niemeyer. Seu livro Tipografia: uma apresentação tornou-se uma espécie de manual, abordando de uma forma clara e bastante resumida sobre o universo da tipografia.
Tipografia: uma apresentação
Lucy Niemeyer
Editora 2AB, 2006
A classificação adotada no livro, baseia-se na mesma adotada pela Association Typoghaphique Internationale (ATypI), conhecida também pela classificação Vox/AtypI. Estas nomeclaturas, por sua vez, originam-se em classificação criada originalmente por Maximilien Vox, em 1954. Ao contratário de Bringhust, que classifica os tipos pelo período de criação, a Vox/ATypI se basea mais nas características do desenho. Niemeyer (2006, p. 50) nos apresenta 7 grandes grupos, relacionados a seguir:

Niemeyer (2006, p. 66) ainda faz um complemento lembrando a classificação de Vox e de outras classificações:
Há outros sistemas de classificação de tipos. A classificação original de Maximilien Vox, que originou a da AtypI, é composta por dez grupos: três clássicos (humanísticos, garaldinos e transicionais) e três modernos (didones e mecanizados, com serifa, e lineares, sem serifa), além dos grupos manuscritos, caligráficos, incisos e góticos.
O Deutsches Institut für Normung (DIN) duvide as famílias em 11 categorias. Segundo a norma de número 16.518 do instituto, são eleas: venezianos romano-renascentistas, franceses romano-renascentistas, barrocos-romanos, romano clássico, romano linear com serifa em ponta (dividindo, de acordo com a forma das serifas, nos subgrupos egipciano, clarendon e italiano), romano libear sem serifa, variantes do romano, script, romano manuscrito, tipos quebrados (dividido em cinco subgrupos: góticos, góticos redondos ou rotundos, bastardos, fraktur e variantes de fraktur) e tipos não latinos.
A classificação Europa, por sua vez, tem como referência a sistematização do inglês Cristopher Perfect. Ela apresenta as seguintes categorias: humanistas (ou venezianos), estilo antigo (old style), transicionais, modernos, serifas retas (slab serif), sem serifa e display.
Realmente os estudos sobre tipologia vão além da complexidade e dificilmente chegarão ao consenso sobre a classificação. São tantos estudos e muitos vão caindo em desuso como a de Thibaudeau, no Brasil, que classifica os tipos nos grupos romanos, egípcios, gótico, manuscrito e fantasia. Atualmente, esta classificação é considerada ultrapassada.
No próximo post sobre o assunto, irei abordar a classificação publicada no livro Pensar com tipos, de Ellen Lupton.